Saudação a todas, todos e todes.
É com alegria que encerramos mais um Seminário Interdisciplinar de Pesquisa, Ensino e Extensão do nosso Colegiado de Pedagogia do DCHT XVII. O fim dos nossos semestres são momentos em que a turma compartilha reflexões, experiências e aprendizagens construídas ao longo dos meses.
Ao longo das disciplinas, os discentes compreenderam que a educação não se limita às paredes da escola. Como afirma Maria da Glória Gohn (2006; 2010), os espaços não escolares ou não formais constituem contextos educativos onde se produzem saberes vinculados à experiência, às práticas sociais, às lutas coletivas e às necessidades reais dos sujeitos. São espaços marcados por intencionalidade formativa, mas não enquadrados pela estrutura escolar tradicional. Neles, aprender significa participar, dialogar, experimentar e construir conhecimento com o território e com a comunidade.
Sob essa perspectiva, falar de inclusão é reconhecer que nem todos aprendem da mesma forma, nem no mesmo tempo, nem nos mesmos lugares. A educação não formal amplia esse entendimento ao valorizar saberes múltiplos, linguagens diversas e modos de participação que muitas vezes não encontram lugar na escola. Assim, ao trazer para o seminário conceitos e práticas que dialogam com esses outros espaços educativos, reafirmamos a inclusão como direito e como prática cotidiana, que se realiza quando reconhecemos a potência das experiências, das narrativas e das trajetórias de cada estudante.
Por isso, as apresentações do SIPEEX 2025.2 assumiram um formato expositivo, e não somente o modelo convencional baseado em slides. Essa escolha pedagógica foi intencional: queríamos abrir espaço para que a turma pudesse experimentar outras linguagens, exercitar a criatividade, mobilizar saberes e expressões que não cabem apenas no PowerPoint. Ao optar por estratégias inspiradas na educação não formal, as apresentações se tornam também um gesto de autoria e cientificidade, uma forma de comunicar conhecimento por meio da oralidade, da narrativa, da análise crítica e da criação. E nossos discentes brilharam de forma linda! Cada apresentação nos trouxe não só a pesquisa, mas também as vivências, emoções e evolução de cada um e cada uma.
Este seminário foi uma oportunidade de performar modos de aprender, modos de dizer e modos de existir que extrapolam a lógica escolar e dialogam com os espaços formativos da vida, para além de resultados quantitativos. É isso que celebramos hoje.
Agradecemos a todos (as/es).
Com carinho: Profª Ma. Isaura Francisco, em nome de todos (as) docentes do Colegiado de Pedagogia do DCHT XVII da UNEB.




